DOPPLER ULTRA-SÔNICO TRANSCRANIANO:
ASPECTOS FÍSICOS E TECNOLÓGICOS


Edyr Sabino, PhD

Marcos José Mahler de Araújo, MSc

Roberto Hirsch, MD


Escrito em:    Março de 1993.

Publicação original: “BASES DA TERAPIA INTENSIVA NEUROLÓGICA”. Capítulo 22. Editado por M. S. Stávale.  Livraria Santos Editora. 1a. Edição 1996. Brasil.



INTRODUÇÃO

                O conhecimento dos fenômenos ondulatórios que ocorrem na natureza (som, luz, etc.) permitiram o desenvolvimento de uma vasta gama de tecnologias aplicáveis a quase todas as atividades humanas. Em particular, a descoberta do Efeito Doppler permitiu um avanço bastante significativo no desenvolvimento de novas técnicas de medição.

                O aproveitamento do Efeito Doppler em ondas ultra-sônicas propagando-se através dos tecidos biológicos é a base de uma série de técnicas para estudo, de forma não invasiva, das estruturas móveis do interior do corpo humano.

                Neste capítulo abordamos os conceitos e particularidades da técnica não-invasiva de medição de fluxo sangüíneo em artérias intra-crânianos, particularmente o Polígno de Willis, através do uso de Doppler ultra-sônico pulsado, conhecida como Doppler Ultra-sônico Transcraniano  (TCD - Transcranial Doppler).



PROPRIEDADES GERAIS DO SOM

                Uma onda sonora é um distúrbio mecânico em um gás, líquido, ou sólido, que viaja a partir de uma fonte com uma velocidade definida. Nós podemos utilizar um autofalante vibrando para frente e para trás no ar a uma frequência  f  para demonstrar o comportamento do som. As vibrações causam aumentos e diminuições locais na pressão, em relação à pressão de repouso (Fig. 1). Estes aumentos de pressão, chamados compressões, e diminuições, chamados rarefações, se propagam como uma onda longitudinal, isto é, uma onda na qual ocorre a variação de pressão na mesma direção que a onda viaja. As compressões e rarefações podem também ser descritas pelas variações de densidade e pelos deslocamentos das partículas relativamente às suas posições de equilíbrio.



Figura 1.  Representação esquemática de uma onda sonora de um autofalante. (a) Um diafrágma vibra a uma frequência  f  e produz compressões (aumento de pressão) e rarefações (diminuição de pressão) no ar. (b) A pressão relativa à pressão atmosférica versus distância.  P0  é a máxima variação de pressão atmosférica, e  l  é o comprimento de onda.


                A relação entre a frequência de vibração  f  da onda sonora, o comprimento de onda  l, e a velocidade  c  de propagação da onda sonora é

 

c = l  f

 

                Por exemplo, uma onda sonora com frequência de 2 MHz propagando-se através da água com velocidade  c = 1480 m/s, a aproximadamente  20°C (graus Centígrados), possui um comprimento de onda  l = 0,74 mm.

                Pode-se demonstrar também que a variação de pressão  p  e a velocidade de deslocamento das partículas  v  guardam entre si uma relação constante que é conhecida como impedância acústica do meio  Z. Em um meio homogêneo e isotrópico de densidade  r  pode-se demonstrar:

 

Z = p / v = r c

 

                Alguns valores típicos de r, c, e Z são dados na Tabela I.


Tabela I.  Valores de r, c, e Z para várias substâncias a frequências ultra-sônicas clínicas
  r  (kg/m3)    c (m/s)       Z (kg/m2.s)
Ar 1.29    3.31 x 102    430
Água 1.00 x 103  14.8   x 102   1.48 x 106
Cérebro 1.02 x 103  15.3   x 102 1.56 x 106
Músculo 1.04 x 103  15.8   x 102   1.64 x 106
Gordura 0.92 x 103  14.5   x 102  1.33 x 106
Osso 1.9   x 103 40.4   x 102 7.68 x 106



                Ao longo da propagação de uma onda de baixa intensidade, pode-se admitir que não há nenhuma descontinuidade na pressão e na velocidade das partículas. Esta condição de continuidade vale também quando a onda atravessa uma interface entre dois meios de impedância acústica diferentes. Em termos físicos, isto assegura que os dois meios permaneçam em contato.

                Para que a condição acima seja satisfeita, parte da onda deve ser refletida e parte transmitida através da interface. No caso de uma onda incidente de pressão pi se propagando num meio 1 de impedância acústica Z1 e que atinge perpendicularmente uma interface com um meio 2 de impedância acústica Z2 , pode-se demonstrar que parte da onda é refletida com pressão pr e parte é transmitida com pressão pt , sendo:

 

pr / pi= (Z2 - Z1) / (Z2 + Z1)

e

pt / pi = 2 Z2   / (Z2 + Z1)

 

                As quantidades (pr/pi) e (pt/pi) são respectivamente a refletividade de pressão e a transmissividade de pressão da interface.

                Além dos fenômenos acima descritos, quando uma onda ultra-sônica se propaga em tecidos biológicos, a sua intensidade é reduzida em função da distância devido ao mecanismo da atenuação. Na prática, quando se mede a atenuação de um feixe ultra-sônico, mede-se a atenuação total proveniente de diferentes mecanismos envolvidos. Estes mecanismos podem ser: absorção, espalhamento, reflexão, refração, e difração. O processo de absorção envolve a conversão da energia ultra-sônica em outra forma de energia (térmica), e é dependente da natureza do meio. Os processos de reflexão, refração, difração, e espalhamento compreendem apenas os mecanismos que fazem com que partes da onda passem a viajar em direções diferentes da original. Isto enfraquece progressivamente a parte da onda que continua se propagando na direção original, causando por consequência uma atenuação. Essas perdas são dependentes das propriedades físicas e geométricas do meio (ou meios) de propagação. Reflexão e refração ocorrem nas interfaces entre regiões com diferentes impedâncias acústicas. Difração ocorre quando barreiras de tamanho finito são interpostas no caminho do feixe. Perdas por espalhamento são características da estrutura do material, relacionada ao descasamento de impedância acústica e ao fato do espalhador ter tamanho da mesma ordem de grandeza do comprimento de onda.

                O crânio consiste de três camadas de osso influenciando o ultra-som em maneiras diferentes. A camada intermediária, díploe, é a de maior importância no efeito da atenuação e espalhamento do ultra-som, especialmente quando as espículas ósseas tem um diâmetro comparável ao comprimento de onda. Estas espículas não estão presentes na região temporal onde o crânio é mais fino. As camadas internas e externas dos ossos do crânio são importantes para o efeito da refração. A camada interna segue a curvatura do cérebro e esta curvatura age como uma lente. As variações de espessura do crânio também podem induzir o fenômeno da difração.



EFEITO DOPPLER

                Desde o início do século XIX, os físicos que se dedicavam ao estudo de acústica, observaram que o som percebido por um receptor pode ter sua frequência alterada em relação à frequência do emissor, se o receptor e/ou o transmissor estão se movimentando na direção de propagação do som.

                Em meados do século XIX, o físico austríaco Christian Doppler apresentou um trabalho onde este efeito foi estudado e quantificado. A partir daí, este deslocamento de frequência passou a ser denominado Efeito Doppler. De maneira sucinta, ele pode ser assim anunciado: "A  frequência aparente de uma fonte de frequência constante é dependente do movimento da fonte e do receptor. Se o comprimento efetivo da trajetória percorrida pelo som está se reduzindo com o tempo, a frequência é maior que aquela da fonte e vice-versa". Quando as velocidades são relativas a um eixo paralelo à direção de propagação da onda, a frequência recebida  fr  é dada por:

 

fr = [(c - vr) / (c - vs)] f

 

onde  vr  é a velocidade do receptor,  vs  é a velocidade da fonte e  f  é a frequência da fonte.

                A diferença entre  fr  e  f  é chamada de frequência de deslocamento Doppler  fD  e é dada por:

 

fD = fr - f = [(c - vr) / (c - vs) - 1] f

 



MEDIDA DE FLUXO SANGÜÍNEO

                Uma das aplicações do Efeito Doppler em medicina é a medição de fluxo sangüíneo através do desvio da frequência de um sinal ultra-sônico emitido por um cristal e refletido pelas partículas móveis do sangue, por exemplo, as hemáceas.

                Na forma convencional, o sinal refletido é captado por um segundo cristal montado ao lado do transmissor, e encapsulados juntos. Este conjunto recebe o nome de transdutor (ou sonda) ultra-sônico e está normalmente conectado através de cabos elétricos a um equipamento eletrônico. Este é responsável por excitar o cristal transmissor em uma frequência definida, receber o sinal captado pelo segundo cristal, calcular o desvio de frequência, e com isto a velocidade das partículas do sangue.

                Neste processo, quando as partículas recebem o sinal de ultra-som, absorvem parte deste e vibram na frequência que sentem efetivamente o sinal (frequência desviada). Simultaneamente, elas passam a funcionar como fontes móveis de ultra-som, emitindo sinal em todas as direções. Isto corresponde na realidade ao efeito de espalhamento. O sinal reemitido é então captado pelo cristal receptor.

                Seja  v  a velocidade da partícula na direção do cristal,  fp  a frequência de vibração da partícula, ft  a frequência transmitida pelo cristal transmissor, e  fr  a frequência recebida pelo cristal receptor. Numa primeira etapa o sinal é transmitido por uma fonte imóvel (cristal transmissor) e captada por um receptor em movimento (partícula). Como o receptor se move em sentido contrário à propagação do som, a velocidade é considerada com sinal negativo. Neste caso:

 

fp = [(c + v) / c] ft

 

                Numa segunda etapa, o sinal é transmitido por uma fonte em movimento (partícula) e captado por um receptor estático (cristal receptor). Neste caso:

 

fr = [(c / (c - v)] fp

 

                Juntando-se as duas equações tem-se:

 

fr = [(c + v) / (c - v)] ft

 

                Chamando  fD  ao desvio de frequência, tem-se:

 

fD = fr - ft = 2 ft v / (c - v)

 

                Como  c  é muito maior que  v, a expressão acima pode ser aproximada para:

 

fD = 2 ft v / c

 

                Na prática o vaso sangüíneo geralmente não está exatamente na direção de propagação do sinal de ultra-som, mas sim formando um ângulo q com este. Neste caso, devemos considerar apenas a componente da velocidade da partícula que está na direção do transdutor, para cálculo do desvio de frequência. A expressão acima torna-se então:

 

fD = (2 ft v / c) cos q

 

                Como exemplo, seja um sinal de ultra-som de 2 MHz iluminando um vaso onde o sangue flui a uma velocidade de 50 cm/s na direção do transdutor (q = 0°, onde cos q = 1). Seja c = 1540 m/s, a velocidade típica do ultra-som em tecidos biológicos:

 

fD = 2 x (2 MHz) x 0,5 / 1540

 

fD = 1298 Hz

 

                Isto significa que quando um equipamento excita o cristal transmissor em 2 MHz e mede um desvio de frequência de 1298 Hz, ele informa automaticamente ao operador, que o sangue que flui no vaso iluminado possui uma componente de velocidade na direção do transdutor, de 50 cm/s.



DOPPLER ULTRA-SÔNICO TRANSCRANIANO

                As primeiras tentativas de medição de fluxo sangüíneo em vasos intracranianos depararam com uma série de problemas que comentamos a seguir:

                Uma série de melhorias introduzidas na instrumentação permitiram que os problemas acima descritos pudessem ser contornados. Assim, as técnicas de medição por pulsos, o desenvolvimento de amplificadores de baixo ruído, a utilização de transdutores com maior resolução direcional e o uso de um processador eletrônico, operando com um algorítmo de Transformada Rápida de Fourier (FFT de "Fast Fourier Transform") para cálculo dos desvios de frequência, permitiram o aparecimento do Doppler Ultra-sônico Transcraniano. Este equipamento é resultante da combinação destas técnicas e daí o fato de receber um tratamento próprio, separado dos equipamentos convencionais de Doppler.

                O princípio de um equipamento de Doppler Pulsátil é ilustrado na Fig.2. Pulsos de energia ultra-sônica são emitidos em intervalos regulares com uma frequência de repetição PRF ("Pulse Repetition Frequency"). O pulso viaja em direção ao refletor com velocidade  c. Parte da energia refletida (eco) viaja de volta na mesma velocidade de propagação. Sendo  L  a distância que separa o emissor do refletor, em um tempo  T = 2 L / c  após a emissão do pulso, o eco volta ao transdutor. Este eco é transformado em sinal elétrico e amplificado. Neste tipo de equipamento, o mesmo cristal emissor é usado também como receptor. Na prática, existem vários refletores ao longo do caminho do pulso. O princípio de funcionamento do Doppler Pulsátil consiste em ativar o amplificador do sinal recebido apenas durante um curto intervalo de tempo (janela de amostragem) centrado em torno do tempo T, após a emissão do pulso. Ecos provenientes de refletores situados em distâncias diferentes chegam em tempos diferentes e o seu efeito é então eliminado do sinal amostrado.


Figura 2.  Princípio do Doppler Pulsátil.  (a) Um transdutor ultra-sônico emite um feixe a um refletor a distância L.  (b)  Eventos com tempo como abscissa. (c) e (d) Traçados representando sinais internos no equipamento. Ver texto para explicação.


                No Doppler Contínuo, o sinal emitido pode ser representado por uma senóide contínua cuja amplitude está associada à variação de pressão no meio de propagação ou ao deslocamento das partículas. No Doppler Pulsátil, cada pulso é composto de um número definido de cíclos de compressão e descompressão propagando-se através do meio. Podemos afirmar então que, idealmente, o pulso ocupa um determinado volume no espaço cujas dimensões são dadas no sentido longitudinal pelo número de cíclos vezes o comprimento de onda e no sentido transversal pela capacidade de focalização do transdutor.

                O eco recebido tem aproximadamente a mesma forma do pulso transmitido e a comparação da frequência do sinal recebido com a frequência do sinal transmitido permite calcular o desvio de frequência e a velocidade do refletor. Este cálculo é tanto mais preciso quanto mais cíclos estiverem presentes no pulso.

                Até aqui, o termo refletor é usado como se fosse um ponto do espaço. Entretanto, para que pudessemos estudar a velocidade de uma partícula em um determinado ponto do espaço, o volume do pulso e a janela de amostragem deveriam ter dimensão e duração infinitesimamente pequenos. Como isto é impossível, fica claro que o sinal amostrado não corresponde ao eco proveniente da reflexão em um determinada partícula, mas da superposição de todos os ecos provenientes das partículas situadas em um determinado volume de espaço (volume de amostragem).

                Sabemos que no interior de um vaso sangüíneo, as partículas se movem com velocidades diferentes, caso estejam mais próximas ou mais afastadas da parede do vaso. Se o volume de amostragem estiver posicionado no interior de um vaso sangüineo, o sinal recebido será a superposição de uma série de sinais com desvios de frequência diferente, cada um correspondendo a uma velocidade diferente. O cálculo através da transformada de Fourier permite a identificação dos diferentes desvios de frequência e a intensidade do sinal associado a cada desvio. A intensidade é proporcional à quantidade de partículas que atravessam o volume na velocidade correspondente ao desvio.

                Estas considerações nos permitem compreender a forma de apresentação adotada nos equipamentos de Doppler Ultra-sônico Transcraniano (Fig.3 e 4). Escolhe-se inicialmente a profundidade do volume de amostragem. O equipamento determina automaticamente o tempo entre emissão do pulso e abertura da janela de amostragem para que o centro do volume de amostragem esteja na profundidade escolhida. A informação do fluxo é então mostrada em um "display" onde temos no eixo horizontal o tempo e no eixo vertical a informação de fluxo. Para entendermos esta informação, escolhemos no eixo horizontal um instante qualquer e sobre este traçamos uma reta vertical. Sobre esta reta observamos uma série de pontos que nos fornecem duas informações distintas:

                A envoltória que passa pelos pontos mais distantes do eixo corresponde à variação dinâmica do fluxo associado às partículas mais rápidas, e a linha que segue sobre os pontos mais brilhantes corresponde aproximadamente à variação dinâmica do fluxo médio no interior do vaso. Alguns equipamentos calculam e apresentam separadamente cada uma destas curvas, determinando também automaticamente alguns parâmetros associados, como valor de pico, valor médio, índice de pulsatilidade, índice de resistência, entre outros.

                Um outro recurso oferecido por alguns equipamentos, no caso os mais avançados tecnologicamente, é a memorização das informações de fluxo e de profundidade de vários segmentos de um determinado vaso pesquisado, por exemplo a artéria cerebral média, e posteriormente a apresentação simultânea destas informações na tela, de forma pictórica (Fig.3). Isto permite ao médico uma avaliação precisa da variação do fluxo ao longo do vaso.

                Em um outro tipo de equipamento, o transdutor está acoplado a um mecanismo que permite uma localização espacial de cada volume de amostragem. A memorização das informações de fluxo e da localização de cada volume de amostragem, permitem que se faça um mapeamento espacial do fluxo sangüíneo intracraniano (arteriograma ultra-sônico espacial de vasos cerebrais), o qual é apresentado na tela do equipamento, em cortes ou vistas selecionados pelo médico (Fig.4).



 

Figura 3:  Análise avançada fornece acesso a parâmetros hemodinâmicos. A figura mostra exemplos de velocidade de pico, amplitude da velocidade média ponderada, fluxo volumétrico relativo, e curvas de área da secção transversal relativa do vaso. Análise de Fourier e cálculo do índice de pulsatilidade de Gosling também podem ser feitos em formas de ondas individuais. (Cortesia de EME/Nicolet, Überlingen, Alemanha).

 

Figura 4:  Alto grau de estenose de artéria cerebral média (MCA) é indicada aqui por forte cor vermelha na tela. Esta codificação de cores alerta imediatamente o médico para a área de alta velocidade. Análise espectral de Doppler nesta área demonstra um fluxo médio de 126 cm/s e valores de pico sistólico de aproximadamente 200 cm/s a uma profundidade de 50 milímetros na MCA. Codificação em cores torna possível interpretar rapidamente cada um dos 26 pontos da informação espectral no mapeamento (Cortesia de EME/Nicolet, Überlingen, Alemanha).



CONCLUSÃO

                Gostaríamos de ressaltar, finalmente, que uma das principais características dos equipamentos de Doppler Ultra-sônico Transcraniano é a possibilidade de realização de exames de forma não-invasiva, os quais podem ser repetidos consecutivamente, quantas vezes o médico achar conveniente e sem nenhum risco para o paciente, com apresentação imediata dos resultados.

                Conforme recomendação da AAN ( American Academy of Neurology), o Doppler Transcraniano é indicado para:

                Outras aplicações são praticamente ilimitadas:

                A variedade destas aplicações, algumas das quais são ainda experimentais, ressalta a extrema versatilidade desta técnica, e são limitadas apenas pela criatividade individual do pesquisador.

 

 


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